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Bem-vindo à sua Avaliação

Esta apresentação vai explicar de forma simples como funciona o processo de avaliação psicológica e neuropsicológica. Fique tranquilo, estamos aqui para ajudá-lo!

🤝

Nosso compromisso:

Acolher você com respeito, ética e profissionalismo em todas as etapas do processo.

O que é a Avaliação Psicológica e Neuropsicológica?

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Avaliação Neuropsicológica

Investiga como o cérebro funciona, avaliando memória, atenção, raciocínio, linguagem e outras funções cognitivas.

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Avaliação Psicológica

Compreende aspectos emocionais, comportamentais, personalidade e como você se relaciona consigo mesmo e com o mundo.

✨ Juntas, essas avaliações nos dão uma visão completa e integrada de você!

Como Avaliamos?

Utilizamos diferentes métodos para conhecer você melhor

🗣️

Entrevistas

Conversas acolhedoras para entender sua história, queixas, expectativas e contexto de vida.

📝

Testes Padronizados

Instrumentos científicos validados que medem habilidades cognitivas, personalidade e aspectos emocionais.

👁️

Observação Clínica

Atenção aos seus comportamentos, reações e forma de se expressar durante todo o processo.

Mais Ferramentas de Avaliação

Complementamos com questionários e tecnologia avançada

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Questionários e Escalas

Perguntas estruturadas que ajudam a mapear sintomas, comportamentos e aspectos específicos da sua vida.

EEG Quantitativo (qEEG)

Um diferencial do nosso atendimento! Exame que mapeia a atividade elétrica do cérebro.

EEG Quantitativo (qEEG)

Entenda como funciona este exame especial

O que é?

Um exame indolor que registra as ondas cerebrais através de sensores colocados no couro cabeludo. Ele nos mostra como diferentes áreas do seu cérebro estão funcionando.

Não invasivo

😌

Indolor

⏱️

30-60 minutos

🎯

Preciso

Por que usamos o qEEG?

1

Avaliação Objetiva

Fornece dados mensuráveis sobre o funcionamento cerebral

2

Auxilia no Diagnóstico

Complementa a avaliação de TDAH, ansiedade, depressão e outros quadros

3

Orienta o Tratamento

Ajuda a personalizar intervenções como Neurofeedback

4

Acompanha Evolução

Permite comparar resultados ao longo do tratamento

💡 Importante: O qEEG é um complemento valioso, mas sempre é analisado junto com os demais dados da avaliação.

Etapas do Processo

1

Entrevista Inicial

Conhecemos você, suas queixas e objetivos

2

Sessões de Testagem

Aplicação dos testes, questionários e qEEG

3

Análise dos Resultados

Integração cuidadosa de todos os dados

4

Devolutiva

Explicamos os resultados e orientações

Dúvidas Frequentes

💚

Estamos Aqui Para Você!

A avaliação é um passo importante para o autoconhecimento e para encontrar os melhores caminhos para sua saúde mental.

O que você ganha:

  • Compreensão profunda de si mesmo
  • Orientações personalizadas
  • Base para tratamentos mais eficazes
  • Relatório completo e detalhado

Tem dúvidas? Não hesite em perguntar! 😊

Exame Neurológico ao Longo da Vida

Um "mapa" rápido para localizar lesões e não cair em pegadinhas clínicas

🧠

O que é?

O exame neurológico é um jeito sistemático de responder duas perguntas bem objetivas: o que está errado e onde está o problema.

✨ Menos "ritual longo" e mais mapa de localização prática!

Antes do Neurológico: O Corpo Já Dá Pistas

O exame neurológico não começa nos nervos cranianos — começa no geral

Sinais Vitais

Sempre entram. Ortostatismo, só quando faz sentido.

Sopro Carotídeo

Pode sugerir placa aterosclerótica e risco de AVC.

Ausculta Cardíaca

Pode revelar arritmia (ex.: fibrilação atrial).

Sinais Meníngeos

Rigidez de nuca na suspeita de meningite.

💡 Pergunta útil: o que eu consigo descobrir antes mesmo de pedir "aperte minha mão"?

A Ordem do Exame Importa

Organizado em 6 blocos, nessa sequência:

1

Estado mental

2

Nervos cranianos

3

Motor

4

Reflexos

5

Sensitivo

6

Coordenação e marcha

⚠️ Se a pessoa está sonolenta ou não compreende comandos, todo o resto pode "parecer alterado" sem estar.

Estado Mental e Linguagem

Estado Mental: O "Painel de Controle"

Atenção, alerta, cooperação e orientação (saber o ano é diferente de saber dia e data).

Memória: A pessoa consegue contar algo de dois dias atrás? E algo de 30 anos atrás?

Linguagem: Fluência ≠ Compreensão

Afasia de Wernicke (receptiva): fala fluente, mas responde "fora do assunto".

Afasia de Broca (expressiva): entende, mas fala com esforço e agramatismo.

Apraxia e Negligência

Quando não é fraqueza nem falta de vontade

Apraxia

Falha em executar um comando motor sem ser por fraqueza primária ou por problema de linguagem. O "motor" está lá, mas o planejamento/execução não se organiza.

Negligência

Pode ser visual, sensorial ou motora. Às vezes o braço não levanta porque o cérebro não está "olhando" para ele, não porque está fraco.

⚠️ Isso é crucial: às vezes o braço não levanta porque o cérebro não está "olhando" para ele.

Nervos Cranianos

O atalho para o tronco encefálico

CN I (Olfatório)

Só quando há suspeita específica

CN II (Óptico)

Acuidade, campos visuais, fundo de olho

CN III, IV, VI

Motricidade ocular, nistagmo

CN V (Trigêmeo)

Sensibilidade facial, reflexo corneano

CN VII (Facial)

Central vs. periférica (testa preservada?)

CN VIII

Audição, manobras vestibulares

CN IX, X

"Ah" e elevação do palato

CN XI

Ombros e rotação de cabeça

CN XII

Atrofia/fasciculações da língua

⚠️ Alteração de nervo craniano pode apontar para disfunção de tronco, e isso pode ser grave.

Motor e Reflexos

Motor: Força é Número, Tônus é História

Força: Escala 0 a 5 (do "nem contrai" ao "resiste totalmente")

Espasticidade: Dependente da velocidade, com "canivete" (pós-AVC)

Rigidez: Em todas as velocidades, "cano de chumbo" (Parkinson)

Reflexos: Nem Tudo que é "Vivo" é Doença

Gradação 0 a 4+. Ansiedade pode deixar reflexos mais "saltitantes" sem significar lesão.

Babinski: Plantar em extensão sugere via piramidal

Hoffman: Sugestão de hiperreflexia

Sensitivo e Coordenação

Sensitivo: O Padrão Conta uma História

Dor, toque leve, temperatura, vibração, propriocepção

Padrão de neuropatia: pior distal, melhora proximal

Cortical: grafestesia, estereognosia

Coordenação e Marcha

Dedo-nariz, diadococinesia, calcanhar-joelho (cerebelo)

Marcha: postura, balanço de braços, base, tamanho do passo

Padrões: atáxica, base alargada, pequenos passos (Parkinson), steppage, waddling

Mini-Exame e Conclusão

Um "Mini-Exame" para Quem Não Faz Isso Todo Dia

✓ Orientação e conversa (estado mental + linguagem)

✓ Olhos (movimentos oculares) e sorriso (face)

✓ Motor grosseiro (levantar braços e pernas)

✓ Coordenação (dedo-nariz)

✓ Marcha (andar)

Conclusão

O exame neurológico, quando bem organizado, é menos um "checklist infinito" e mais um mapa de localização: ele transforma queixas amplas (tontura, fraqueza, confusão, dor) em hipóteses anatômicas e sindrômicas.

💡 Você não precisa fazer tudo para ser útil. Um mini-exame consistente, feito sempre na mesma ordem, já filtra muito ruído.

Decisão Financeira na Velhice

Por que "fazer contas" não é o mesmo que "fazer boas escolhas"

💰

O Problema

Mudanças no cérebro, na saúde, nas relações e no contexto social podem alterar a forma como decisões financeiras são tomadas na velhice.

⚠️ Não é "porque envelheceu" — tratar assim seria puro ageísmo. O segredo está no contexto.

Contexto é Tudo

Significado depende do contexto

Cuidado Ético Importante

Não é verdade que idosos, por definição, tomam piores decisões financeiras. O fenômeno afeta uma parcela, e o trabalho científico é entender por que essa parcela existe.

Pergunta Fundamental

Estamos avaliando a pessoa... ou estamos avaliando as condições em volta dela?

💡 Até a leitura que fazemos de um comportamento financeiro pode ser distorcida se não olhamos o cenário completo.

Envelhecer Muda o Cérebro

Mas não de um jeito "igual para todos"

Mudanças Cerebrais

Tendem a cair:

  • Velocidade de processamento
  • Memória de trabalho

Podem se manter/crescer:

  • Conhecimento semântico
  • Vocabulário

✨ Envelhecimento não é uma seta única. É mais um "mapa com rotas alternativas".

Quando a Primeira Pista Não é "Memória"

Mas dinheiro

Comprometimento Cognitivo Leve (MCI)

Mudanças em "lidar com dinheiro" podem aparecer cedo, às vezes antes de um declínio cognitivo óbvio.

✓ Pior desempenho em tarefas de decisão financeira e de saúde

✓ Maior suscetibilidade a golpes

✓ Menor literacia/alfabetização financeira e em saúde

💡 Educação pode amortecer o impacto do MCI em literacia — um "fator protetor" que muda a inclinação do terreno.

"Mas Ele Foi Bem nos Testes!"

A discrepância que confunde clínicas e famílias

O Problema

Casos em que a pessoa passa horas em avaliação neuropsicológica e vai normal, mas ao mesmo tempo começou a dar dinheiro, cair em histórias improváveis ou fazer escolhas arriscadas.

📊 Cerca de um quarto dos idosos sem demência mostram discrepâncias relevantes entre desempenho cognitivo e desempenho em decisão.

⚠️ Isso desmonta a crença: "se a cognição está ok, então a decisão financeira estará ok". Não necessariamente.

O que a Neuroimagem Está Sugerindo

Sem prometer bola de cristal

Desconto Temporal

Relacionado à integridade/conectividade do parahipocampo direito

Conectividade Estrutural (DTI)

Cérebros mais conectados tendem a sustentar melhor desempenho nessas escolhas

Literacia Financeira

Associada à conectividade entre partes anteriores e posteriores da rede de modo padrão

Suscetibilidade a Golpes

Menor densidade de substância cinzenta no hipocampo direito

⚠️ Isso é nível de grupo, não dá para olhar um exame de uma pessoa e declarar "você vai cair em golpe". A variabilidade individual ainda é grande demais.

Desigualdade, Raça e o Erro Lógico

O Problema das Amostras

Amostras pouco representativas (muitas vezes brancas e altamente escolarizadas) distorcem os resultados quando falamos de dinheiro, educação, acesso e experiências sociais.

O Erro de Lógica

Grupos minoritários podem sofrer mais golpes, mas isso não significa que sejam mais suscetíveis. Os dados sugerem que idosos negros podem ser menos suscetíveis em medidas específicas.

⚠️ Pergunta incômoda: quem está sendo avaliado aqui — a vítima, ou o sistema que facilita o agressor?

Não é Só "Vulnerabilidade"

O modelo do abuso e o papel do agressor

AIM Model (Abuse Intervention Model)

Três forças possíveis:

1

Vulnerabilidades do idoso

2

Características do agressor/"trusted other"

3

Contexto (social, econômico, ambiental)

💡 Alguém pode ser enganado não porque "não dá conta", mas porque há um ator malicioso competente e um contexto propício.

Fatores de Risco e Proteção

O que dá para fazer hoje

Fatores de Risco

  • Sintomas depressivos
  • Ansiedade
  • Sono ruim
  • Fragilidade física
  • Piora em qualidade de relações

Fatores Protetores

  • Aumentar literacia financeira
  • Promover saúde cerebral
  • Ativar redes de proteção
  • Pessoas confiáveis no circuito

⚠️ Muitas vezes o abuso vem de alguém próximo, então a confiança precisa ser bem escolhida, não presumida.

No Consultório

Algo simples e poderoso

Perguntar Diretamente

Sobre decisões financeiras e possíveis situações de exploração — com entrevista clínica bem feita, sem tratar o tema como tabu.

Não Buscar um Único Marcador

Mas sim mapear:

✓ Perfis de risco

✓ Fatores modificáveis (como literacia)

✓ Barreiras de contexto (como acesso desigual a recursos)

Conclusão

Olhe o Quadro Inteiro

Decisão financeira na velhice é o produto de redes cerebrais, sim, mas também de humor, sono, fragilidade, relações, alfabetização, desigualdade e do comportamento de quem tenta explorar.

A Provocação Final

Quando um idoso cai em golpe, a pergunta não deveria ser só "o que havia nele?", mas também "o que havia ao redor — e quem se beneficiou disso?"