Bem-vindo à sua Avaliação
Esta apresentação vai explicar de forma simples como funciona o processo de avaliação psicológica e neuropsicológica. Fique tranquilo, estamos aqui para ajudá-lo!
Nosso compromisso:
Acolher você com respeito, ética e profissionalismo em todas as etapas do processo.
O que é a Avaliação Psicológica e Neuropsicológica?
Avaliação Neuropsicológica
Investiga como o cérebro funciona, avaliando memória, atenção, raciocínio, linguagem e outras funções cognitivas.
Avaliação Psicológica
Compreende aspectos emocionais, comportamentais, personalidade e como você se relaciona consigo mesmo e com o mundo.
✨ Juntas, essas avaliações nos dão uma visão completa e integrada de você!
Como Avaliamos?
Utilizamos diferentes métodos para conhecer você melhor
Entrevistas
Conversas acolhedoras para entender sua história, queixas, expectativas e contexto de vida.
Testes Padronizados
Instrumentos científicos validados que medem habilidades cognitivas, personalidade e aspectos emocionais.
Observação Clínica
Atenção aos seus comportamentos, reações e forma de se expressar durante todo o processo.
Mais Ferramentas de Avaliação
Complementamos com questionários e tecnologia avançada
Questionários e Escalas
Perguntas estruturadas que ajudam a mapear sintomas, comportamentos e aspectos específicos da sua vida.
EEG Quantitativo (qEEG)
Um diferencial do nosso atendimento! Exame que mapeia a atividade elétrica do cérebro.
EEG Quantitativo (qEEG)
Entenda como funciona este exame especial
O que é?
Um exame indolor que registra as ondas cerebrais através de sensores colocados no couro cabeludo. Ele nos mostra como diferentes áreas do seu cérebro estão funcionando.
Não invasivo
Indolor
30-60 minutos
Preciso
Por que usamos o qEEG?
Avaliação Objetiva
Fornece dados mensuráveis sobre o funcionamento cerebral
Auxilia no Diagnóstico
Complementa a avaliação de TDAH, ansiedade, depressão e outros quadros
Orienta o Tratamento
Ajuda a personalizar intervenções como Neurofeedback
Acompanha Evolução
Permite comparar resultados ao longo do tratamento
💡 Importante: O qEEG é um complemento valioso, mas sempre é analisado junto com os demais dados da avaliação.
Etapas do Processo
Entrevista Inicial
Conhecemos você, suas queixas e objetivos
Sessões de Testagem
Aplicação dos testes, questionários e qEEG
Análise dos Resultados
Integração cuidadosa de todos os dados
Devolutiva
Explicamos os resultados e orientações
Dúvidas Frequentes
Geralmente são necessárias de 4 a 8 sessões, dependendo da complexidade do caso e dos objetivos da avaliação.
Não há necessidade de estudar! Apenas venha descansado, alimentado e traga seus óculos se usar. Seja você mesmo!
Não! O exame é completamente indolor e seguro. Os sensores apenas captam a atividade elétrica natural do cérebro.
Sim! Todo o processo segue rigorosos princípios éticos. Seus dados são confidenciais e protegidos.
Estamos Aqui Para Você!
A avaliação é um passo importante para o autoconhecimento e para encontrar os melhores caminhos para sua saúde mental.
O que você ganha:
- ✓ Compreensão profunda de si mesmo
- ✓ Orientações personalizadas
- ✓ Base para tratamentos mais eficazes
- ✓ Relatório completo e detalhado
Tem dúvidas? Não hesite em perguntar! 😊
Exame Neurológico ao Longo da Vida
Um "mapa" rápido para localizar lesões e não cair em pegadinhas clínicas
O que é?
O exame neurológico é um jeito sistemático de responder duas perguntas bem objetivas: o que está errado e onde está o problema.
✨ Menos "ritual longo" e mais mapa de localização prática!
Antes do Neurológico: O Corpo Já Dá Pistas
O exame neurológico não começa nos nervos cranianos — começa no geral
Sinais Vitais
Sempre entram. Ortostatismo, só quando faz sentido.
Sopro Carotídeo
Pode sugerir placa aterosclerótica e risco de AVC.
Ausculta Cardíaca
Pode revelar arritmia (ex.: fibrilação atrial).
Sinais Meníngeos
Rigidez de nuca na suspeita de meningite.
💡 Pergunta útil: o que eu consigo descobrir antes mesmo de pedir "aperte minha mão"?
A Ordem do Exame Importa
Organizado em 6 blocos, nessa sequência:
Estado mental
Nervos cranianos
Motor
Reflexos
Sensitivo
Coordenação e marcha
⚠️ Se a pessoa está sonolenta ou não compreende comandos, todo o resto pode "parecer alterado" sem estar.
Estado Mental e Linguagem
Estado Mental: O "Painel de Controle"
Atenção, alerta, cooperação e orientação (saber o ano é diferente de saber dia e data).
Memória: A pessoa consegue contar algo de dois dias atrás? E algo de 30 anos atrás?
Linguagem: Fluência ≠ Compreensão
Afasia de Wernicke (receptiva): fala fluente, mas responde "fora do assunto".
Afasia de Broca (expressiva): entende, mas fala com esforço e agramatismo.
Apraxia e Negligência
Quando não é fraqueza nem falta de vontade
Apraxia
Falha em executar um comando motor sem ser por fraqueza primária ou por problema de linguagem. O "motor" está lá, mas o planejamento/execução não se organiza.
Negligência
Pode ser visual, sensorial ou motora. Às vezes o braço não levanta porque o cérebro não está "olhando" para ele, não porque está fraco.
⚠️ Isso é crucial: às vezes o braço não levanta porque o cérebro não está "olhando" para ele.
Nervos Cranianos
O atalho para o tronco encefálico
CN I (Olfatório)
Só quando há suspeita específica
CN II (Óptico)
Acuidade, campos visuais, fundo de olho
CN III, IV, VI
Motricidade ocular, nistagmo
CN V (Trigêmeo)
Sensibilidade facial, reflexo corneano
CN VII (Facial)
Central vs. periférica (testa preservada?)
CN VIII
Audição, manobras vestibulares
CN IX, X
"Ah" e elevação do palato
CN XI
Ombros e rotação de cabeça
CN XII
Atrofia/fasciculações da língua
⚠️ Alteração de nervo craniano pode apontar para disfunção de tronco, e isso pode ser grave.
Motor e Reflexos
Motor: Força é Número, Tônus é História
Força: Escala 0 a 5 (do "nem contrai" ao "resiste totalmente")
Espasticidade: Dependente da velocidade, com "canivete" (pós-AVC)
Rigidez: Em todas as velocidades, "cano de chumbo" (Parkinson)
Reflexos: Nem Tudo que é "Vivo" é Doença
Gradação 0 a 4+. Ansiedade pode deixar reflexos mais "saltitantes" sem significar lesão.
Babinski: Plantar em extensão sugere via piramidal
Hoffman: Sugestão de hiperreflexia
Sensitivo e Coordenação
Sensitivo: O Padrão Conta uma História
Dor, toque leve, temperatura, vibração, propriocepção
Padrão de neuropatia: pior distal, melhora proximal
Cortical: grafestesia, estereognosia
Coordenação e Marcha
Dedo-nariz, diadococinesia, calcanhar-joelho (cerebelo)
Marcha: postura, balanço de braços, base, tamanho do passo
Padrões: atáxica, base alargada, pequenos passos (Parkinson), steppage, waddling
Mini-Exame e Conclusão
Um "Mini-Exame" para Quem Não Faz Isso Todo Dia
✓ Orientação e conversa (estado mental + linguagem)
✓ Olhos (movimentos oculares) e sorriso (face)
✓ Motor grosseiro (levantar braços e pernas)
✓ Coordenação (dedo-nariz)
✓ Marcha (andar)
Conclusão
O exame neurológico, quando bem organizado, é menos um "checklist infinito" e mais um mapa de localização: ele transforma queixas amplas (tontura, fraqueza, confusão, dor) em hipóteses anatômicas e sindrômicas.
💡 Você não precisa fazer tudo para ser útil. Um mini-exame consistente, feito sempre na mesma ordem, já filtra muito ruído.
Decisão Financeira na Velhice
Por que "fazer contas" não é o mesmo que "fazer boas escolhas"
O Problema
Mudanças no cérebro, na saúde, nas relações e no contexto social podem alterar a forma como decisões financeiras são tomadas na velhice.
⚠️ Não é "porque envelheceu" — tratar assim seria puro ageísmo. O segredo está no contexto.
Contexto é Tudo
Significado depende do contexto
Cuidado Ético Importante
Não é verdade que idosos, por definição, tomam piores decisões financeiras. O fenômeno afeta uma parcela, e o trabalho científico é entender por que essa parcela existe.
Pergunta Fundamental
Estamos avaliando a pessoa... ou estamos avaliando as condições em volta dela?
💡 Até a leitura que fazemos de um comportamento financeiro pode ser distorcida se não olhamos o cenário completo.
Envelhecer Muda o Cérebro
Mas não de um jeito "igual para todos"
Mudanças Cerebrais
Tendem a cair:
- Velocidade de processamento
- Memória de trabalho
Podem se manter/crescer:
- Conhecimento semântico
- Vocabulário
✨ Envelhecimento não é uma seta única. É mais um "mapa com rotas alternativas".
Quando a Primeira Pista Não é "Memória"
Mas dinheiro
Comprometimento Cognitivo Leve (MCI)
Mudanças em "lidar com dinheiro" podem aparecer cedo, às vezes antes de um declínio cognitivo óbvio.
✓ Pior desempenho em tarefas de decisão financeira e de saúde
✓ Maior suscetibilidade a golpes
✓ Menor literacia/alfabetização financeira e em saúde
💡 Educação pode amortecer o impacto do MCI em literacia — um "fator protetor" que muda a inclinação do terreno.
"Mas Ele Foi Bem nos Testes!"
A discrepância que confunde clínicas e famílias
O Problema
Casos em que a pessoa passa horas em avaliação neuropsicológica e vai normal, mas ao mesmo tempo começou a dar dinheiro, cair em histórias improváveis ou fazer escolhas arriscadas.
📊 Cerca de um quarto dos idosos sem demência mostram discrepâncias relevantes entre desempenho cognitivo e desempenho em decisão.
⚠️ Isso desmonta a crença: "se a cognição está ok, então a decisão financeira estará ok". Não necessariamente.
O que a Neuroimagem Está Sugerindo
Sem prometer bola de cristal
Desconto Temporal
Relacionado à integridade/conectividade do parahipocampo direito
Conectividade Estrutural (DTI)
Cérebros mais conectados tendem a sustentar melhor desempenho nessas escolhas
Literacia Financeira
Associada à conectividade entre partes anteriores e posteriores da rede de modo padrão
Suscetibilidade a Golpes
Menor densidade de substância cinzenta no hipocampo direito
⚠️ Isso é nível de grupo, não dá para olhar um exame de uma pessoa e declarar "você vai cair em golpe". A variabilidade individual ainda é grande demais.
Desigualdade, Raça e o Erro Lógico
O Problema das Amostras
Amostras pouco representativas (muitas vezes brancas e altamente escolarizadas) distorcem os resultados quando falamos de dinheiro, educação, acesso e experiências sociais.
O Erro de Lógica
Grupos minoritários podem sofrer mais golpes, mas isso não significa que sejam mais suscetíveis. Os dados sugerem que idosos negros podem ser menos suscetíveis em medidas específicas.
⚠️ Pergunta incômoda: quem está sendo avaliado aqui — a vítima, ou o sistema que facilita o agressor?
Não é Só "Vulnerabilidade"
O modelo do abuso e o papel do agressor
AIM Model (Abuse Intervention Model)
Três forças possíveis:
Vulnerabilidades do idoso
Características do agressor/"trusted other"
Contexto (social, econômico, ambiental)
💡 Alguém pode ser enganado não porque "não dá conta", mas porque há um ator malicioso competente e um contexto propício.
Fatores de Risco e Proteção
O que dá para fazer hoje
Fatores de Risco
- Sintomas depressivos
- Ansiedade
- Sono ruim
- Fragilidade física
- Piora em qualidade de relações
Fatores Protetores
- Aumentar literacia financeira
- Promover saúde cerebral
- Ativar redes de proteção
- Pessoas confiáveis no circuito
⚠️ Muitas vezes o abuso vem de alguém próximo, então a confiança precisa ser bem escolhida, não presumida.
No Consultório
Algo simples e poderoso
Perguntar Diretamente
Sobre decisões financeiras e possíveis situações de exploração — com entrevista clínica bem feita, sem tratar o tema como tabu.
Não Buscar um Único Marcador
Mas sim mapear:
✓ Perfis de risco
✓ Fatores modificáveis (como literacia)
✓ Barreiras de contexto (como acesso desigual a recursos)
Conclusão
Olhe o Quadro Inteiro
Decisão financeira na velhice é o produto de redes cerebrais, sim, mas também de humor, sono, fragilidade, relações, alfabetização, desigualdade e do comportamento de quem tenta explorar.
A Provocação Final
Quando um idoso cai em golpe, a pergunta não deveria ser só "o que havia nele?", mas também "o que havia ao redor — e quem se beneficiou disso?"